O Governo de Mato Grosso rescindiu o contrato com o consórcio construtor responsável pelas obras do BRT, em Cuiabá e Várzea Grande, nesta quarta-feira (5). A decisão foi motivada pelo não cumprimento das obras no prazo acordado.
Mendes disse que a previsão é que daqui dois ou três meses, após as chuvas e início da seca, se inicie o processo de contratação de uma nova empresa para acelerar as obras.
Na última quinta-feira (30), o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, sugeriu ao governador que rescinda o contrato o Consórcio Construtor BRT, durante uma visita técnica às obras do modal.
No dia 13 de janeiro, o governador criticou o atraso das obras e culpou as empresas contratadas pela demora. A previsão era que as obras terminassem em outubro do ano passado.
Na mesma data, o consórcio emitiu uma nota alegando que as obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) estão atrasadas por causa de disputas políticas do governo do estado com a Prefeitura de Cuiabá, inconsistências no edital de licitação, problemas no anteprojeto elaborado pelo estado e alterações no traçado.
Já a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que o modelo de contratação do BRT foi por meio do Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCI) e que, por isso, todo o detalhamento da obra e dos demais projetos são de responsabilidade da empresa contratada. A pasta afirmou ainda que notificou o Consórcio 50 vezes sobre assuntos relacionados às obras.