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05.02.2019 | 09h:40

Não acenda vela para defunto

Por: Francisney Liberato

Divulgação

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Relacione-se com indivíduos que acrescentam bons valores.   

 

Relacionamentos entre indivíduos nunca foi algo fácil, pois cada ser possui uma história de vida, experiências distintas, dificuldades singulares, muitos em decorrência da maneira como foi educado pelos pais, dentre outros motivos que, dificultam a coesão dos relacionamentos, quer entre cônjuges, pais e filhos, namorados, chefe e subordinado, professor e aluno, enfim. Não é fácil.   

 

Costumo dizer que somos como porcos-espinhos, temos pontos fortes e fracos. Numa visão analógica, os pontos fracos são como espinhos, que cutucam e machucam as pessoas.   

 

Quanto mais nos aproximarmos das pessoas, é notório que estaremos apresentando os pontos fortes, mas também evidenciando os fracos, e desse modo, estaremos sem dúvida alguma, golpeando as pessoas próximas de nós.   

 

O que é uma pessoa boa? Penso que podemos enumerar alguns adjetivos, tais como: educada, fiel, amorosa, paciente, alegre, feliz, ética, pensa o bem, etc. São indivíduos que deveríamos optar para sempre estar ao nosso lado, visto que, vão acrescentar e espalhar bons valores, e que vale a pena “acender uma vela”.   

 

A Bíblia nos ensina algumas características para elevar o padrão supremo de caráter, assim diz em Filipenses 4:8: “(…) tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”. Olha que interessante, pensamentos bons, resulta em melhoria de vida, traz a paz, tranquilidade e com isso não estaremos machucando as pessoas.   

 

E o que são pessoas ruins? São indivíduos que nos furtam a paz, pessoas invejosas, ciumentas, infiéis, fofoqueiras, mentirosas, que pensam o mal, enfim. Na minha tese, essas pessoas são como os “defuntos”, dado que, um defunto ou morto, logo ficará podre e virará pó e, consequentemente, sem vida. Noutras palavras, não tem valor algum, não merece a nossa atenção, não vale a pena dedicar tempo a elas, nem acender uma “vela”.   

 

É possível que, de forma temporária, até poderemos conviver com esses indivíduos, “os defuntos”, mas com um único objeto, que é de ajudá-los, mostrando os erros de caráter, impulsionando o autoconhecimento, estimulando a mudança de vida. Acredito que “pau” que nasce torto, é capaz de endireitar-se, sendo assim, não coaduno com a ideia do provérbio português, que diz: “Pau que nasce torto, nunca se endireita”.   

 

O tempo com os “defuntos” deve ser rápido, pois do contrário, o mal cheiro alastra como um vírus contaminando de forma negativa as pessoas que estão próximos a eles. Quero dizer, caso decida ficar mais tempo com os “defuntos”, tome o cuidado e pense bem, porque brevemente você estará contaminado por esse vírus e que pode ser fatal.   

 

Ao mesmo tempo, Teco Nicolau nos chama atenção na frase: “Aprendendo a lidar com pessoas difíceis, aprendemos valiosas lições a respeito de nós mesmos”, ou seja, um momento para autoavaliação, visto que mesmo lidando com pessoas difíceis, ainda assim é possível aprender coisas novas. Mas, volto a alertar, estabeleça o contato de forma passageira com esses indivíduos.   

 

Na caminhada da vida, tive que desistir de alguns amigos e colegas, por não acrescentar coisas boas para minha vida. É preciso ter percepção de dar um passo para trás, com o fim de conquistar dois passos para frente. Analogicamente, Jesus, em Lucas 11:23, deu ênfase sobre esse ponto, afirmando: “Aquele que não está comigo é contra mim, e aquele que comigo não ajunta, espalha”.  

 

Assim, que possamos ter a sensibilidade de detectar os “defuntos” que rodeiam ao nosso redor.   Vamos buscar bons relacionamentos!  

 

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.   

 

www.francisney.com.br

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